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Bancoop
presta esclarecimentos no Senado O
ex-presidente da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários), João
Vaccari Neto, e o advogado da cooperativa,
Pedro Dallari, estiveram nesta terça (30/3) em reunião conjunta das comissões
de Direitos Humanos e de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor, Fiscalização e
Controle do Senado a fim de esclarecer questionamentos dos senadores a respeito
das realizações da cooperativa. Em
pouco mais de quatro horas, Vaccari e Pedro Dallari responderam todos os
questionamentos dos senadores sobre o funcionamento da Bancoop, a relação de
transparência com os cooperados, o andamento dos empreendimentos e as acusações
feitas pelo promotor José Carlos Blat. Em
uma apresentação inicial (leia
a íntegra), o ex-presidente da Bancoop mostrou números contundentes do
trabalho desenvolvido pela cooperativa. Das 6.630 unidades lançadas, 5.609 já
foram entregues aos cooperados. O restante das unidades está em fase de construção,
sendo que 592 contam com adesão de cooperados e 429 estão disponíveis ou
foram usadas em permutas com proprietários de terrenos. Vaccari
lembrou ainda que desde 2005, quando assumiu a presidência da Bancoop, vêm
sendo implementadas medidas administrativas que melhoraram a governança da
cooperativa, assim como a contratação de consultorias de estrutura
organizacional (Trevisan), engenharia (NGI) e sistemas (Mega); profissionalização
da administração, cotação e celebração de contratos para todos os serviços
e materiais, implantação de sistema operacional integrado e auditoria contábil,
financeira e de controle por empresa independente (Terco Grant Thornton). Quanto
às acusações do promotor Blat, Vaccari negou veementemente que haja qualquer
tipo de superfaturamento nas operações da cooperativa ou desvio de dinheiro
para quem quer que seja e reafirmou que, desde 2008, a cooperativa vem cumprindo
um Acordo Judicial em Ação Civil Pública, celebrado com o Ministério Público,
que estabelece compromissos voltados ao aprimoramento de sua gestão, com o
objetivo de criar maior segurança aos cooperados. Já
o advogado Pedro Dallari lamentou que o promotor Blat, que move um inquérito
contra a Bancoop desde 2007, nunca quis ouvir a cooperativa e seus dirigentes
sobre as acusações que faz. Dallari esclareceu ainda que, do ponto de vista
jurídico, a Bancoop – por ser uma cooperativa regida pela Lei do
Cooperativismo (lei 5764/71)-, tem personalidade jurídica diferente de uma ONG
ou empresa privada. Ele
afirmou ainda que nunca houve qualquer tipo de investimento público na Bancoop.
Vale lembrar que todas as operações do FIDC (Fundo de Investimentos em
Direitos Creditórios) foram realizadas de acordo com a legislação e por meio
de corretoras do mercado, registradas e supervisionadas pela CVM, auditadas por
consultoria independente e publicadas nos balanços aprovados em assembleia de
cooperados. Além disso, nenhum fundo teve perda com os investimentos na
cooperativa.
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